quarta-feira, junho 23, 2010

devaneios...

Eu costumava ser mais leve, mais alegre, mais… sem febre
Costumava sorrir mais, dormir mais...
Costumava ser alguém que já não encontro, que já não reconhecem
Mas eu sou a mesma... apenas com uns anos a mais, umas cicatrizes a mais, rugas a mais.... e talvez até tristezas a mais...
M as ainda sou menos eu. Ou uma parte de mim que eu não conhecia, que adormecia.
Agora acordada, me traz angustia. É forte. É grande.... e pode ser inconseqüente.
Não... apenas menos crente. Menos sorridente. Menos inocente.

***

Sobre a alegoria da caverna:
imagine que você é um deles!
pois é assim que me sinto...
o que vejo é apenas a sobra de uma realidade....
mesmo quando me olho no espelho
algo que sou sem ser
porque muitas vezes não sei o que sou quando não estou na minha caverna
e muitas vezes não sei o que sou na minha própria caverna

acho que minha caverna sou eu mesma!

***

Pensei que a pouca convivência diminuiria a intolerância, mas parece que as coisas se tornaram mais intensas, inversamente proporcionais: quanto menos tempo junto, mais intenso o sentimento.

      

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