Escrevi isso como parte de um processo seletivo, que até passei, mas não
assumi.
Não sei se me lembrarei de todos os livros que li. Posso listar alguns dos
que mais me marcaram, por fatores bons ou ruins. Quando me perguntavam lá na
Livraria que livros eu indicaria surgiam na mente:
- Os Sonhos de Einstein, de Alan Lightman – cada capítulo o autor faz
divagações sobre o tempo e o espaço nos fazendo refletir sobre os temas.
- A delicadeza, de David Foenkinos – a renovação do amor escrita de forma
delicada, leve e até divertida. O bom de indicar esse livro é que além de
contemporâneo ele foi levado para as telonas e quem dirigiu foi o autor do
livro.
- Orgulho e Preconceito, de Jane Austen – um livro que transcende. Ironia
feminista delicada. Meu livro predileto da autora. Dependendo de quem esteja
pedindo indicação escolho algum outro dela.
- Persuasão, Jane Austen – meu segundo livro predileto dela. É um livro que
nos leva a refletir como a sociedade pode nos persuadir em relação a nossas
escolhas ou não escolhas amorosas e em como o destino pode dar uma reviravolta
quando assumimos nossas decisões e nos tornamos donas da nossa opinião. Por
mais que esses livros tenham sido escritos séculos atrás, ainda são muito
atuais.
- As Vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky – Apesar de
ser um livro para jovens leitores, é um bom livro. Trata de questões da
adolescência pela visão de um adolescente fechado, que está trabalhando um
trauma por meio de cartas. A história se passa no começo da década de 1990 e me
trouxe muitas referências. O filme baseado no livro foi dirigido pelo autor.
- Indico Clarice Lispector e poesias de Cecília Meirelles.
- Gosto da série Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare – A autora usa a
fantasia para fazer analogia ao que enfrentamos no mundo de hoje. O submundo
nada mais é que uma separação em tribos que sofrem preconceito, enfim, são
hostilizadas. Ao invés de falarmos em minorias como mulheres, negros,
homossexuais, o livro fala de fadas, vampiros, lobisomens e feiticeiros. Mas o
livro também fala sobre família e amizade.
Li clássicos como O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, e A Mulher de
Trinta, de Honoré de Balzac, que não me convenceram. As histórias caminham bem,
o leitor vai se empolgando e de repente a sensação de que se quer acabar logo a
história e o fim apesar de inesperado acaba sendo mal contado, ou algo assim.
Quase uma novela da Globo.
Atualmente estou lendo A elegância do ouriço, de Muriel Barbery.
Os livros mais vendidos na atualidade? Hoje tenho certeza que as vendas dos
livros do Suassuna, o Rubem Alves e do Ubaldo aumentaram.
Minha cabeça é como gavetinhas coloridas. Idéias, pensamentos, confusões, paixões, decepções, dúvidas, certezas, amores, cores, vida, pessoas, números, desejos, sonhos, exageros.... e outras tantas coisas... todas guardadas e misturadas em gavetas coloridas!!!!! **************************** “É nossa luz, não nossa escuridão, que nos amedronta"
segunda-feira, janeiro 12, 2015
segunda-feira, dezembro 29, 2014
O ano que já deu
Brincar que o ano já deu o que
tinha de dar é o que anda pela boca das pessoas. Dizer que 2014 parece que não
acaba nunca, que foi um ano pesado, essas coisas. Porque inevitavelmente
contamos os anos de acordo com o calendário e apesar deu considerar meu novo
ano a partir do meu aniversário, a gente acaba indo nessa onda junto com a
massa.
Sim, 2014 foi um ano pesado. E o
que foi o mês de agosto que durou um ano dentro do ano. Mas apesar do peso,
apesar do desespero em querer vê-lo na perspectiva do ano seguinte, 2014 foi um
ano bom. As quedas emocionais, o sentimento de estar perdida, o vazio e outras
tantas coisas, fazem parte desse processo que começou com uma decisão e aceitar
as consequências vindas dela. Não foi só uma mudança de emprego. Foi uma
mudança de perspectiva de vida.
Trabalhava num lugar que eu
costumo dizer que é um intensivão de vida. A gente conhece, trabalha, lida com
todo tipo de pessoa e situação. A gente se perde, se descobre, se redescobre,
se encontra, se vê pelos olhos dos outros e se projeta nos outros tão rápido e
de forma tão intensa que demora um tempo para assimilar tudo. E o que é isso se
não a vida. Foram quatro anos de tudo isso e muito mais. O que importa é que
foram 4 anos de muito aprendizado. E não é como se eu não tivesse mais nada
para aprender, porque ali eternamente você aprende. Mas a vida tem outras
urgências, outras necessidades e te leva a lugares inusitados, desejados ou
não.
Enfim, mudei de emprego.
Embarquei no “sonho” de outra pessoa e apostei na aposta dela sobre mim. Essa
mudança de rotina, essa aceitação do desafio e o sentimento de frustração por
achar que não estou fazendo um bom trabalho, tudo isso tem pesado. E vou trocar
de ano ainda sem saber se estou indo bem ou não.
Foi um ano tão recortado de
momentos. E eu acostumada ao dia a dia de uma livraria, melhor ainda, de um
estabelecimento comercial, com suas sazonalidades e tal. Estou exausta fisica,
emocional e mentalmente. E por que não espiritualmente? Um cansaço que não
passa. Uma sensação de precisar dormir dias a fio. E só fazendo essa reflexão é
que posso ter a certeza de que este longo 2014 foi bem melhor do que ele parece
ter sido.
Fiz uma viagem recentemente e
jurei que retornaria cheia de ideias, inspirada, motivada, empolgada... mas voltei
com um grande vazio. Por não saber exatamente o que fazer com tudo isso. Não
sei o que foi, mas o vazio continuou aqui até ontem. É, ontem, dia 28 de
dezembro eu tive uma ideiazinha, uma luzinha no fim do túnel das ideias que
poderão que sabe e por que não me dar uma ponta de esperança para entrar o
próximo ano um tanto inspirada.
Não posso deixar de ressaltar que
este ano também valeu, e muito, pelos encontros. Meu sentimento é de gratidão
por cada apoio, sorriso, abraço, palavra, ação. Conheci e reencontrei pessoas
fantásticas, dessas que você nem consegue falar muito porque não existem
palavras para descrever o sentimento de aprendizado, cumplicidade, amor... Meu
muito obrigada a cada uma dessas pessoas.
É isso! Que venha 2015 com suas
possibilidades, com seus momentos, encontros, parcerias.
Afinal coisas boas nunca vem da
zona de conforto.
segunda-feira, outubro 21, 2013
quinta-feira, outubro 17, 2013
Delicadezas #02
“A vida é feita principalmente de
momentos que são rascunhados, emendas, brancos”
~*~
A Delicadeza, David Foenkinos (pg 100)
Delicadezas #00
Li esse livro que, além de ter sido uma leitura agradável, diferente, divertida, me tocou de uma forma diferente.
E porque não destacar trechos que me chamaram atenção?!
Delicadezas, trechos do livro A delicadeza, de David Foenkinos.
E porque não destacar trechos que me chamaram atenção?!
Delicadezas, trechos do livro A delicadeza, de David Foenkinos.
quarta-feira, junho 26, 2013
Marcas
Marcas
(Pedro Altério e Dani Black)
Os meus sinais, tais contradições no meu coração
As catedrais restos dos vitrais de um sonho
Os rituais, chaves pros portais por onde entrarão
as ilusões minhas condições
os dons são marcas, não
não abro mão de ver todas as marcas
Das memórias doídas
Quão ardidas que estão
Não serão bem resolvidas
Se não pela minhas mãos
Todos os ais como os canibais a me devorar
E tudo mais traços, gestos, digitais
As decisões rumos que segui e deixei pra trás
Vão como naus vivas nas recordações
Não são em vão com elas vão
Vão juntos meus cristais
Das batalhas perdidas
Entalhadas no sangue
Não serão adormecidas
Se não pelos meus punhais
As minhas marcas, meus valores,
As minhas armas de colorir
São como preces presas ao corpo
Provando do gosto do que já vivi
As minhas marcas meus valores,
As minhas armas de colorir
São como preces presas ao corpo
Provando do gosto do que já vivi
A missão concedida
Consagrada no ser
Não será bem sucedida
Se não pelos próprios pés
sexta-feira, maio 24, 2013
terça-feira, maio 14, 2013
de 14 de maio
Tem dia que não me aguento
e a vontade que tenho é de me rasgar inteira
de fora para dentro
e deixar sair de qualquer jeito
tudo o que guardo escondido aqui no peito
e a vontade que tenho é de me rasgar inteira
de fora para dentro
e deixar sair de qualquer jeito
tudo o que guardo escondido aqui no peito
sábado, maio 04, 2013
de 04 de maio de 2013
Essa vida é mesmo engraçada.
A gente corre tanto, se preocupa tanto, se esquece tanto...sexta-feira, maio 03, 2013
de 03 de maio de 2013
Outro dia tentei de todas as formas lembrar como era teu rosto.
Não conseguia enxergar além do que poderia ser um barba, um bigode.
Não consigo ver a tua cara
Por que não lava a tua alma?
terça-feira, março 26, 2013
Prazer eu sou Ana Paula
E daí que pediram para eu me apresentar de uma forma diferente.
Peguei umas coisas que eu já tinha escrito em outra oportunidade e acrescentei outras.
Foi isso que saiu:
Peguei umas coisas que eu já tinha escrito em outra oportunidade e acrescentei outras.
Foi isso que saiu:
Ana Paula é uma pessoa comum como tantas outras...
que gosta de rir, de cantar, de falar...
mas que chora, que pausa, que cala...
é uma românticasonhadorasensívelinfantilmadura...
de altos e baixos-altos...
que tem fé, muita fé em Deus, na vida, nas pessoas, nos
sentidos...
só falta ter um pouquinho de fé em si mesma.
só falta ter um pouquinho de fé em si mesma.
Intuitiva, observadora, apaixonada, empolgada, emotiva,
exagerada
Que busca no detalhe a razão das coisas
Que se descobre e se estranha todos os dias
E vive sabendo que tudo acontece por um motivo
E que tudo acaba bem
Se não está bem, é porque não acabou
Se não está bem, é porque não acabou
Nascida em 27 de novembro, signo de sagitário, de um ano de
1980
É a caçula de 3 filhas Anas
Isso significa que, para seguir os passos de suas irmãs...
Ana Paula se adiantou...
Como uma garota de fé, participou de grupos de jovens da
igreja
Mas sua fé vai além dos limites da religião
Aprendeu a verbalizar com o filósofo o querer bem ao próximo
acima de tudo
Por formação é comunicadora duplamente habilitada
Publicitária pelas cores e formas e sabores e sons e...
Jornalista pelas palavras, verdades, culturas e também pelas
cores, formas, sabores, sons e...
Ana Paula nasceu para cantarolar
Apesar de vez ou outra insistir em cantar
Perita na arte de se jogar de cabeça na louca
E de distribuir abraços grátis! FREE HUGS!!!
A verdade é que Ana Paula está sempre a procura do algo
mais, do próximo passo.
Do que vem depois do que já foi feito.
E, apesar do medo, não se importa em começar, recomeçar,
parar, terminar.
Tudo é aprendizado e tudo corrobora com o que realmente se
busca.
A verdade é que Ana Paula está sempre a procura de si.
~*~
Porque parte de mim é fé
e parte de mim é razão ...
Parte de mim é música...
eu sou ritmo...
e som ...
muitas vezes sou silêncio ..
parte de mim são os sonhos...
Porque eu sou o caminho que eu trilho ...
sou reflexo ...
E também sou emoção
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
Acho que tenho que tomar mais sol, caminhar mais, deixar o
vento bater em meu rosto, tomar banho de chuva e banho de mar. Uma cachoeira talvez.
Acho que tenho que andar mais de bicicleta, ir a uma fazenda, quem sabe cavalgar.
Acho que tenho que ler mais Clarice, mais Austen, mais Drummond, mais Neruda.
Acho que tenho que ouvir mais Tom, Chico,
Caetano, Milton, Elis, Chet, Dave e Amos.
E porque não Pedros, Black, Gadu, Reis e Sá?
Acho que tenho que assistir mais comédias e cinema europeu. Ah! Romances!
Acho que tenho que ver mais meus amigos, falar bobagens, rir
do nada, tomar maracujá.
Acho que tenho que comer mais chocolate, tomar mais café e
também comer mais frutas.
Acho que tenho que cantar mais, compor mais canções, fazer mais arte, mais poesia, sorrir
mais, viver mais.
Acho que tenho que ser mais eu. Essa pessoa aqui. Cheia
de eus, tão iguais, tão diferentes, tão EU!
quarta-feira, janeiro 09, 2013
Sintomas de solidão
Estou com sintomas de solidão
Se é que isso é possível
Uma vontade de estar sozinha
De ficar sozinha
Só eu e ... uma melodia
Só eu e um filme
Só eu e um livro
Só eu, um papel e um lápis
Eu e meus pensamentos
sábado, outubro 27, 2012
Fôlego
Com aquela sensação de que essa não é a minha vida. Não, não
se trata de ensaio. Trata-se de prelúdio. Esboço. Não, também não é isso. Deve
ser aquela tomada de fôlego que o artista dá antes de subir no palco, de entrar
em cena, de encarar a arte. Só que nesse caso, a arte é a vida. E nesse suspiro,
mil fragmentos de uma vida que ainda não se viveu misturados com os fragmentos
do que tem se vivido. Qual vida me pertence e o que realmente falta para viver a
vida de verdade¿
segunda-feira, outubro 15, 2012
Como?
Como esquecer quem se esquece de você?
Ou não lembrar de quem não lembra de você?
Como deixar de se importar com que não se importa com você?
Como deixar de amar quem parece que não te ama?
Pior de tudo é não ter certeza se realmente não lembra, não
se importa, não ama...
E como saber tudo isso?
sábado, outubro 13, 2012
Filosofando pela madrugada...
É... somos seres emocionalmente dependentes. Desses que fazem drama
mesmo quando permitido. E nem sempre o drama convém. E nem sempre o
drama é drama, muitas vezes ele é algo autêntico que merece atenção. Que deve
ser cuidado com o devido respeito. E não se pode julgar justamente por não
saber. E quando não se sabe de tudo não nos cabe nomear drama qualquer drama.
(...)
Rótulos são f* mesmo (é voltei aos rótulos). E eles acomodam a
gente. Não nos permitem ver além do fragmento que nos é permitido com a
convivência. Pense bem, ninguém tem a obrigação de saber o que tenho na
geladeira, assim como eu não tenho a obrigação de mostrar minha geladeira a
ninguém. Sendo assim, ninguém tem o direito de me limitar. Me rotular em um
conceito vindo de um fragmento. E como seres mutáveis, podemos e devemos mudar
de opinião quando conveniente, com argumento. De outra forma pareceremos
volúveis. E sempre, SEMPRE, podemos
acrescentar algo novo a nossa listinha de gostos. Porque gostar de uma coisa
não implica desgostar de outra.
quinta-feira, outubro 11, 2012
Quero o simples
Um bem
Um abraço
Um afago
Um beijo
Um chamego
Um colo
Um olhar
Um sorriso
Um riso
Quero a simplicidade de estar ao lado
Quero o simples estar
Um peito para encostar
Um braço para segurar
Uma presença para sentir
Uma barba para acariciar
Uma voz para ouvir
Cantar
Um olhar para entender
E ser entendido
Um sorriso... e tudo está e ficará bem
Só é preciso estar junto
Quero o simples
Que é o completo
O belo
O elo
Entre alguém
E eu
domingo, setembro 23, 2012
Conversando ....
O poeta
O artista
O autor
O compositor
A intérprete
A atriz
A cantora
O palhaço
O amigo
A amiga
Conversando... a gente se entende e desentende e compreende e se rende... e continua.
(tirado de http://conversando-com.blogspot.com.br/2008/06/conversando-com.html)
domingo, maio 06, 2012
Sobre rótulos
Já cansei dos rótulos. Existem pessoas que nos rotulam e levam isso para o resto da vida. Não percebem que a primeira impressão é mero pré-conceito. É desgastante você ser lembrada de coisas, algo que você fez há algum tempo e que apenas passou a impressão errada porque na cabeça da pessoa você tem aquele rótulo específico.
Não somos remédios em que lemos a bula e sabemos para que serve, efeitos colaterais e coisa e tal. Somos seres em constante mutação. A cada minuto, hora, dia, semana, mês e o que se pode dizer do ano, ou de vários deles, temos uma chance de mudar. Muitas dependem do nosso sim, de nos apropriarmos delas. Outras apenas entram e causam a mudança sem nem percebermos. Seja uma nova palavra, um novo ponto de vista, uma nova voz, um novo tom ou nova cor, um novo som, uma nova pessoa. A todos instante nos deparamos com tantas coisas novas e velhas que não tem como ficarmos parados. Mesmo involuntariamente.
Agora imagine um ou dois ou que sabe três anos de mudanças a todo instante. Ah! Temos o caráter, temos a personalidade... sim temos tudo isso. Mas como uma pessoa como eu, boba, que tem fé, é acredito que boa parte desse mundão é bom o que muitos não tiveram foi ter a oportunidade do exemplo.
Deixemos de lado os rótulos, eles não servem de nada. Apenas para emburrecer nossas relações. Que possamos a cada dia acordar olhando o mundo de outros ângulos. Olhando as pessoas de outras formas. Não estou dizendo para fazer as pazes, mas para dar valor ao que se deve. Rasgar de vez os rótulos e deixar a pessoa ser quem ela realmente é e não esse alguém que você (e eu) tem em sua mente quase limitada.
Não é fácil, mas façamos o exercício de olhar com outros olhos, de fazer justiça passando por cima do nosso rancor, nossa mágoa. Sim, muitas mágoas. Muita incompreensão, muita desilusão. Falo porque sinto. Porque sei como é ser rotulada e ter que carregar o fardo desse rótulo. E não sou santa. Rotulo, confesso, mas me policio para rasgá-lo o mais rápido possível.
E rasguemos também os rótulos que nos impuseram. E mais ainda o que nós nos impomos. Nos olhemos no espelho. O que estamos comunicando aos outros? A gente tem que dar essa forcinha também.
E eu não estou necessariamente falando de feio, gordo e tal... falo de coisas mais profundas...
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