quarta-feira, setembro 16, 2009

Solidão... de 14.09.2009



Quem disse que distâncias não nos afastam do outro e não nos trazem solidão. Estou aqui no trabalho a menos de dois metros do colega que fica mais perto e me sentindo sozinha. Ele se calou porque chamaram sua atenção sobre conversar demais.
~*~
Sim, me sinto sozinha, ainda.
Um sentimento que não passa.
Um sentimento de não ser entendida.
Um sentimento de estar lutando contra mim mesma e contra o mundo.
Um sentimento de que nada existe dentro de mim a não ser ar.
Ah! Como é bom quando o som preenche meu corpo, minha mente, meu ser!
Música... me misturo à melodia e me perco nos tons, nas vozes, nas letras.
Me transporto para outro mundo... sem horizontes, porque ele já é o prórpio horizonte..
Então retiro o fone de ouvido e cá estou eu novamente.
Num mundo de nínguém
Sozinha
Só eu só eu só!!!!!

domingo, maio 17, 2009

Tenho um novo blog.
Este para assuntos culturais... na verdade minhas percepções a partir de livros, filmes, músicas!
Lavagem Cultural

sexta-feira, maio 15, 2009

Existir

Que difícil aceitar a realidade.
Preciso voltar a ela.
Preciso colocar os pés no chão e viver minha realidade.

Ando tão cansada e sem razão.
Ando com vontade de fazer nada e apenas dormir e quem sabe sonhar.
Me desligar de tudo. Parece mais fácil.
Sem dor.
Sem cor.

Apenas existir.
Tenho vontade disso
De apenas existir.

Que pecado
Me perdoa, Senhor!

Tira essa dor.
Não quero mais sentir isso.

Troca a dor das coisas não feitas pela dor das coisas feitas e aprendidas.
Tira essa dor.
Essa raiva que me consome mais e mais a cada dia e só me faz pecar,
contra mim e contra os meus (ou as minhas)

Me tira deste lugar que não me pertence.
Me capacita e me ensina a ser eu.

É sufocante, perco o fôlego
E no fim desisto
Sempre

Não quero isso...
Mas lutar...
Que horror... desistir de lutar... eu preciso lutar
Mas contra o que exatamente.
Ou contra quem exatamente
Meus fantasma?
De que passado?
De que vida?!
Do limbo?!

Vivi...
Mas qual vida?!?!!?
A minha?
Escolhida por mim?

Os sonhos, as ilusões me são bem mais agradáveis.
A fuga na leitura e na sensação de pertencer a algo, me identificar com algo.
Ser uma daquelas personagens
Mas há um mundo real e muito maior lá fora.
Que me chama
Que me quer
E eu não estou pronta para ele.
Quem está?

Estou hibernando
Estou alienada
Estou num estado de autismo múltiplo.

Sozinha
Solitária
Acompanhada da minha sombra e não do meu reflexo.

Cadê o meu reflexo...

Preciso virar a mesa
Estar sozinha fisicamente sem me sentir solitária.
E não mais estar rodeada sentindo solidão.

Preciso ouvir minha própria voz
Meu próprio coração.
Descobrir meus reais anseios.
Descobrir a mim, pura e simples

Preciso.
De egoísmo
Pelo menos uma vez!
De egocentrismo
Pelo menos um momento!

Preciso de mim e só de mim
Porque só eu posso fazer o que devo
Descobrir o que quero
Viver o que é preciso.
E fazer o necessário.

Me tira daqui
Preciso de uma mudança drástica.
Algo que me mova

Preciso só ter eu mesma dependendo de mim
Fisicamente,
Emocionalmente,
Financeiramente.

Preciso depender apenas de mim
Fisicamente,
Emocionalmente,
Financeiramente.

Preciso
É urgente

Caso de vida ou de mera existência!

quinta-feira, abril 30, 2009

Substâncias lícitas

Eu quero me embriagar de um mundo novo.
Eu quero me embriagar num mundo novo.
Quero me embriagar de coisas lícitas.
Música, livros, conversas, pessoas...
Filmes, artes, conversas, pessoas...
EU...

Quero me embriagar de mim mesma.
Me conhecer a fundo,
descobrir novas cores
novos sons
novas vozes
novas mentes
novos corações
em mim
nos outros
dos outros

Eu quero me embriagar de um mundo novo.
Eu quero me embriagar num mundo novo.

Quero novos olhos
novas cores
novos odores
perfumes
novos sabores
gostos

Pessoas-personagens
Vozes musicais
Olhos coloridos figurativos
Em quadros móveis...
… imóveis.

Quero ver a mim com outros olhos
Com os mesmos olhos
Um eu diferente
Um eu igual nunca reparado.
Nunca notado por mim mesma.
A não ser pelos espelhos dos outros.

Cadê o meu espelho?

Olhar diferente
Ver diferente
O velho e o novo
A velha e a nova.

A velha-nova ou nova-velha.

sexta-feira, abril 10, 2009

Coisas...

Como dizer as coisas. Eu preciso dizer. Só não sei como. Eu preciso dizer? E todos me julgam mal. E todos julgam as coisas a partir do que eu não digo e do que fica parecendo que aconteceu. Porque eu só digo a meia verdade, ou à vezes apenas “digo” meu silêncio. Engulo as palavras. Não devia, eu sei, mas já não sei dizer o que preciso e quero. Como quero. Sempre a impressão do "ser mal-interpretada". Sendo que não falando eu também sou mal-interpretada. Mas então, entre falar e não falar. Falar elas saem e podem ferir outros. Guardar, elas ficam e me machucam, mas aos outros apenas irrita, como um cisco no olho. Escrever? Será?! Sim, escrever e não ser lida, as palavras saem, mas não chegam a ninguém. E se chegam, não chegam às pessoas a quem deveriam, supostamente, chegar.

~*~

Não gosto da solidão, mas preciso ficar sozinha. Colocar minha cabeça, minhas idéias, minhas palavras no lugar. Saber que preciso traçar meus planos. MEUS. Independente dos outros. Não necessariamente não ligados, mas independentes. Ser eu, ter e procurar o que é meu.

~*~

Sim, escrever o que eu sinto, como eu sinto e porque eu sinto. Certo ou errado é a forma como as coisas me afetam. As sensações que me causam. Preciso saber explicar.

~*~

Talvez esta seja a explicação da minha obsessão por esta série que me fez mudar meus hábitos de leitura. Ou não. Por que eu ainda não estou pronta para deixá-la de lado? Preciso explorar mais, saber o que me encantou além da boa escrita, da fácil leitura e da história adolescente de amor. Sou um pouco adolescente, um pouco infantil, um pouco adulta. Sim, me encanta o fato de duas almas se encontrarem e saberem que são especiais uma à outra, mas isso não é o suficiente pra manter essa obsessão. Creio que tenha algo mais. E leio, leio, leio, leio em busca da resposta e na esperança de ter as palavras combinadas de tal forma que minhas impressões, sensações, conclusões, inspirações, saiam numa escrita coerente, concisa e madura.

sábado, março 28, 2009

Palavrear....

Tenho encontrado um grande prazer na leitura
Seja pela fuga
Seja pelas sensações que me causa,

Às vezes mil palavras valem mais que uma imagem.
A descrição de sentimentos, de reações, de feições...

Ler tem sido um remédio.
Tem me fortificando

Só não posso deixar que me prenda.
Estou sedenta
Ferozmente sedenta...

Vou me alimentar, me saciar e depois..
Ah! Depois refreio meus instintos e me alimento civilizadamente de palavras...

Até o momento em que elas passem a fazer sentido e eu possa colocá-las ordenadamente no papel para alimentar, quem sabe, outros.
Vai ser um esforço grande sair de casa hoje!!!!
Abandonar minha fuga nas palavras.
Algo recém descoberto!!!!!

Devorei ferozmente três livros em 10 dias...
Abandonar a leitura por um dia vai me fazer bem... mas não está me deixando feliz.

Será que consigo...
Me apeguei!!!!

Mas não posso me apagar!!!!!!!
Meu peito tá me matando
Algo imenso quer sair e não consegue
Me apego a pequenos pedaços de sonhos que ãs vezes parecem tão distantes....

Pequenas expectativas me ferem.... e são feridas profundas
Apesar do tamanho do objeto

Preciso de algo que me faça sentir viva

É sufocante
Sempre viver a margem de tudo aquilo que eu poderia e posso ser...
Mas, como reconhecer o que sou...

Ando sem vontade... de levantar...
De acordar
De respirar

Tudo some e ao mesmo tempo me consome
Como fogo...

Me esqueço de mim...
Um eu desvairado louco insano
Imenso... louco para emergir
Para se fazer conhecer
E me esqueço de mim...

Acordo com dores dilacerantes... que me alimentam...
E me sustentam
Estou viva....
Mas até quando....

Sentir....

E me esqueço de mim...

domingo, janeiro 25, 2009

Sorte no orkut....


"Não tenha medo de ir devagar; só tenha medo de ficar parado"

Fexina Geral


Já se passaram 25 dias do novo ano, que para mim veio com a promessa de um ano TODO novo.
Novos pontos de vista, novas formas de pensar, novo ânimo, novo tudo, até mesmo as velhas promessas.
Sim, 25 dias depois e nem tudo novo. Só que muita coisa já foi diferente. Pequenas coisas. Quase imperceptíveis. Outras nem tanto, mas com certeza ainda é tempo de fazer a faxina geral. Física, emocional, espiritual, mental... quase total. Afinal nem adianta arrumar um armário se a cabeça está uma bagunça. Quanto mais uma gaveta se o coração anda confuso.
O momento é de jogar coisas e conceitos velhos fora e mandar ver nos novos (ou não tão novos) projetos, conceitos, pensamentos. Tirar muita coisa da gaveta e do armário, sacudir a poeira e dar destino. Seja passando adiante seja jogando fora. Ou, o mais importante, colocando em prática.
E que venha 2009... o ano TODO novo.... ou como estão dizendo por aí 2000inove (by Bradesco).

Minha mente.... (de 03.06.2008)



Minha cabeça é como essa gavetinha.
Idéias, pensamentos, confusões, paixões, decepções, dúvidas, certezas, amores, cores, vida, pessoas, números, desejos, sonhos.... e uma penca de outras coisas...
todas guardadas numa gavetinha colorida!!!!!

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foto: Ana Paula Amorim

segunda-feira, novembro 24, 2008

Cinza

Hoje eu estou cinza que nem o dia
Um cansaço me consome...
Físico, emocional, mental...
Já não tenho o mesmo vigor ...
Dos dias em que eu conseguia esconder as tristezas, as dúvidas...
Dos dias em que meu sorriso escondia um melancolia que só os olhos contavam e apenas os mais atentos percebiam.

O cansaço me consome..
O cansaço da solidão
O cansaço da acomodação
O cansaço do não...
e do sim

Minhas pernas não agüentam
Ir por caminhos que não pertencem
Andar e não chegar a lugar nenhum
Andar, não pelos caminhos que eu escolhi
Mas pelos caminhos que querem que eu ande...
Que querem que eu escolha.

Meus olhos teimam em fechar
nunca enxergaram com clareza
Mas no momento em que puderam ver...
que puderam enxergar...
Ficou tudo tão claro que quase fiquei cega...

Meus ombros carregam bolsas e bolsas...
de solidãod e responsabilidades
de dúvidas
de palavras não ditas
de sentimentos não externados...
de vida não vivida

Minhas mãos...
Ah! As minhas mãos...
Não construíram nada
Não acariciam nada
Não seguram nada
Não...
Nada...

Minha cabeça
Milhões de ventos...
Fugindo
Pensamentos...
diversos inversos
reversos...
Sem nexo

Minha voz?!
Engasgada.
Sem tom,
sem nota,
sem cor...
Quase sem voz...

Meu coração?!
Ah! O MEU coração
Em busca...
Em pausa...
Cansado...
Não amado...
E às vezes envergonhado.

Um cansaço me consome
O cansaço dos dias não vividos
Ou vividos pela metade...
O cansaço do tempo perdido...


Queria dormir...
Por dias, meses, anos...

Queria fugir...
Por dias, meses, anos...

Queria ser mais
Mais eu
Mas quem sou eu?!

quinta-feira, novembro 20, 2008

A amiga

Perdi para a amizade
Ela me dá tanto
Mas de vez em quando teima em me tirar algo.
Algo que até dói no coração.
Tira a oportunidade de dar tchau à solidão
Tira a oportunidade de compartilhar algo bem mais profundo com alguém.
Tira a oportunidade do frio na barriga.
Tira a oportunidade de se tentar um amor diferente.
Tira a oportunidade de um conhecer diferente.
De um ser diferente
De um ter diferente
De um viver diferente
De um compartilhar diferente

Não cansei de ser amiga.
Cansei de no fim sempre ser a amiga.
De sempre perder para a amizade
Pareço uma louca reclamando da amizade...
Mas mais louco ainda é essa sensação de perda.
E é sempre: ganho um amigo e perco um algo a mais...

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Trilha sonora:


Preciso Dizer Que Te Amo
(Composição: Dé/Bebel Gilberto/Cazuza)

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei em que hora dizer
Me dá um medo, que medo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo
Tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo, tanto

Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto

segunda-feira, outubro 27, 2008

Do vazio á frustração....


Frustração por chegar quase lá...
Frustração por encher o coração de esperança e não dar em nada...
Frustração por querer tanto e dar com os burros n’água...
Frustração por ver a luz no fim do túnel... e ainda não ser lá...
Frustração por não saber se a decisão...
Frustração por não saber se foi pro merecimento ou por desespero...

Li isso pela net e achei ótimo... aplica-se ao caso:
“cada decisão tomada há uma compensação e uma frustração aí vai da sua maturidade voce prefirir uma compensação antes, e depois um longo período de frustração... ou uma frustração agora, e um longo período de compensação depois!
a vida é feita de escolhas, não chance”

Foi uma escolha... doeu... mas sei que escolhi certo... porém resta uma dúvida.
Será que tenho feito escolhas certas?!

E que escolhas tenho feito por mim?!

Frustração...
Por escolher
Por não escolher!

terça-feira, outubro 14, 2008

Vazio...

Tenho me percebido tomada por um sentimento estranho
Que está me sugando

É um primo do ciúme
Misturado com um querer sempre estar junto
E achar que ninguém quer estar

Ninguém
Estar...

E uma solidão vem de mãos dadas... batendo na porta...
Não posso deixar entrar
Insiste
E o sentimento do nada aparece para visitar
É quase uma festa... e mais desconvidados vão chegando...
Nem sei dizer seus nomes...

Aí tudo se confunde
Aí tudo se mistura
Aí tudo é um tudo
Exagerado
Sem noção

Não quero mais confusão
Quero sim intensidade
Sem os exageros que só nos fazem cair

E alguém não me entende
E me conhece no vazio
E conhece o meu vazio
Imenso e intenso de exageros

E quero paz...
E quero alguém que me traga paz...

domingo, julho 27, 2008

O menino...




É o menino
Aquele menino
Ele mesmo... o masculino de Beatriz...
Não ouço, não vejo, não sinto.... não sai...
Porque vejo, ouço, sinto... sonho... sonho...
Inspira.. .respira... expira... inspira...

Não sai...
Fica
Insiste
Não liga
Não lembra
Não sabe

Se quer?
Não sei!
Como saber
É sonho
Ilusão
Insensatez

Se é paixão?!
Acho que não...
E como saber
Confusão
Ilusão
Inspiração

O masculino da Beatriz
é aquele do palco,
Do foco de luz
Aquele do sétimo céu,
Que vive no apartamento com paredes de giz, num arranha céu
Que pode despencar quando o arcanjo passar o chapéu.

O menino mora no meu sonho.
E será para sempre o masculino da Beatriz!!!

Ah! Como eu queria entrar em sua vida.
Sair do palco...
Do foco
Pisar no chão
Deixar a ilusão
E viver a inspiração

~*~

Quero encerrar aqui... a ilusão tem que acabar... é angustiante ficar assim...
Mas vai ficar aqui, tatuado num cantinho do coração... porque motiva... e me sinto viva e inquieta.

quarta-feira, julho 09, 2008

Palavras...




Estas
Tantas
outras
Mais algumas
Todas
De uma vez
Uma por vez
Se misturando
Casando
Separando
Aglutinando
Regenciando
Verbalizando
Novas
Velhas
recém-formadas
Ditas
Não-ditas
Malditas
Benditas
Lindas
Pobres
Substantivas
e... adjetivas....


Inundando
Afogando

Palavras...
Todas
De uma vez só!!!!!

(APFA)

segunda-feira, julho 07, 2008

Sobre o medo...

Amadurecência
(Fernando Anitelli)
Senhoras e sem dores
Bem vindos ao teatro mágico
Parto
Parto...
A poesia prevalece!!!
O primeiro senso é a fuga.
Bom...
Na verdade é o medo.
Daí então a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude
uma alteridade disfarçada...
Inquilina de todos nossos riscos...
A juventude plena e sem planos... se esvai
O parto ocorre. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias
Flagelo-me
Exponho cicatrizes
E acordo os meus, com muito mais cuidado.
Muito mais atenção!
E a tensão que parecia não passar,
“O ser vil que passou pra servir...
Pra discernir...”
Pra pontuar o tom.
Movimento, som
Toda terra que devo doar!
Todo voto que devo parir
Não dever ao devir
Não deixar escoar a dor!
Nunca deixar de ouvir...
com outros olhos!
~*~
Passei a semana passada escutando essa faixa. Essa e as outras deste álbum, o 2º Ato do Teatro Mágico. Ela me chamou a atenção porque é justamente como tenho me sentindo. Algo mudou. É intenso. Ouvi a letra, degustei. E para minha surpresa o nome da música Amadurecência. Amadurecer, essência, ciência...
Medo... algo dito durante o fim de semana. Pessoas se despojando e abrindo o jogo. Não, nem tudo foi dito, nem tudo foi proferido. Muita coisa ficou guardada. Muita coisa ficou escondida. Como sempre. Mas será que alguma coisa foi assimilada?!
Penso muito nesse medo que me toma de vez em quando. Esse temor da luz... como a frase “é nossa luz, não nossa escuridão, que nos amedronta...”.
E aí vem o sentimento de fuga. Fugir para me esconder. Dos outros e de mim mesma. Esconder quem eu sou, o que eu sou. Será que vão gostar?! Será que eu dou conta de assumir quem sou?! Mas quem sou?! Eu sou eu acrescida desta outra que vive em mim e está inquieta, louca pra sair. A outra sou eu, não uma segunda de mim, mas eu. A parte de mim que está escondida, medrosa. Que está guardada, adormecida. Mas que está acordando. Está sim inquieta. Está saindo do estado de torpor. Está se nutrindo de forças, energia e sabedoria para driblar obstáculos como acomodação, rotina e tantas outras coisas já estabelecidas e determinadas por sei lá quem.
Sei lá quem mesmo, porque não fui eu que estabeleci. Foi algo que me foi imposto e de uma forma tão sutil que descobri recentemente, depois de crescida (e não amadurecida).
Estou amadurecendo sim. E descobrindo mais e mais que não estou perdendo minha essência e sim descobrindo a parte dela que estava escondida. Preciso olhar mais para os lados. Ver mais as pessoas, ver mais pessoas. Conhecê-las, reconhecê-las.
Preciso tirar as vendas. Preciso ouvir mais, sentir mais, ver mais, viver mais.
Preciso sim me despojar de meus medos e de minha armadura. Termina de quebrar a redoma de vidro. E partir. Ver o mundo com outros olhos, na verdade com meus olhos.
Não sei mais onde comecei nem como, mas isso não importa, o que importa é que comecei e não quero parar. É quase uma ladeira. E eu não acho o freio. Não posso mais ter medo, principalmente não posso ter medo da dor. Não posso ter medo de me machucar. Porque vai doer, mas a dor só nos torna mais fortes. E é como encaro essas dores que me farão ou não permanecer doce. Sentir a dor sem endurecer. Sem esmorecer.
E que a poesia prevaleça
E que a cor prevaleça
E que o som prevaleça
E que a música prevaleça!
E que a vida prevaleça

domingo, julho 06, 2008

Porquês...


Porque não sai da cabeça...
Porque me inspira
Porque me faz suspirar
Porque me faz parar para pensar
Porque me faz me movimentar

Porque não sai da minha cabeça...
Porque não sei se amo ou se sou apaixonada
Ou se apenas exerce uma forte influência
Porque... não sei porque, mas queria saber.

Porque não sai da cabeça...
Porque está em meus sonhos

...

Porque está longe!
Porque não sai da cabeça
Porque não sai da cabeça...

Porque já não sai do coração!