Minha cabeça é como gavetinhas coloridas. Idéias, pensamentos, confusões, paixões, decepções, dúvidas, certezas, amores, cores, vida, pessoas, números, desejos, sonhos, exageros.... e outras tantas coisas... todas guardadas e misturadas em gavetas coloridas!!!!! **************************** “É nossa luz, não nossa escuridão, que nos amedronta"
terça-feira, fevereiro 16, 2010
Devaneios dos 10 dias
Nos últimos 10 dias pensei tantas coisas e não registrei. Sobre as sensações de um lugar estranho, mas conhecido. De pessoas que vejo poucas vezes na vida, mas que me são tão queridas.
Como da vez que parei para olhar ao meu redor num shopping e vi que tudo parecia como o lugar onde moro. Até o momento em que ouvi o sotaque de todos ao meu redor. E minha ficha de que eu não estava num lugar de sempre caiu. Sim, estava no lugar que escolhi para descansar. E por que escolhi este lugar? Me sinto em casa, ou melhor, me sinto a vontade.
Do começo. Em março teria minhas tão desejadas férias. Combinei com minha mãe que queria passar uns dias em algum lugar onde eu pudesse descansar. Estão descartei a possibilidade de ir a algum lugar onde eu ficasse com vontade de conhecer pontos turísticos e coisa e tal. Escolhi João Pessoa. Não fui muito lá, mas já vi algumas coisas por lá. E o mar é uma benção. Era isso: descanso, sol e mar.
Só que minha vida deu uma virada e tive que antecipar a viagem. E em três dias antecipamos tudo para um mês antes. Ótimo!!!
Na primeira etapa da viagem mais uma vez me dei conta de como eu sou diferente de minha mãe. Minha disposição era outra. Não estava ansiosa. Muito pelo contrário, na viagem de ida eu queria era entrar no ritmo que me propus. Nossa escala em Salvador não foi tão boa, mas nem me afetei como ela. Foi chato, lógico que foi, mas o que não tem remédio, remediado está.
No primeiro dia não resisti e fui pra praia, tarde mesmo... Ah! O mar... não tenho palavras para descrever. Enquanto eu caminhava na praia desejava ser invisível, pois não queria me preocupar com a leitura que eu faria dos olhares dos outros. Só queria me preocupar com o sol e com o mar. Meu amado mar.
Voltando ao shopping. Este, o de Manaíra, está cada vez mais parecido com os daqui. Tem tudo que tem aqui. Acrescentando o sotaque. Música para os meus ouvidos. Amo o sotaque.
Nestes 10 dias aprendi que tudo pode até parecer com o que você está acostumado, mas não é bem assim. Entre os encontros e desencontros. Com pessoas vividas, viajadas, estudadas, cultas, e o que mais vier. Existe uma questão do ser nordestino. Acho que me sinto em casa porque cresci num ambiente predominantemente paraibano. A parte mineira teve sim sua influência, mas o paraibano é a referência maior, penso eu. Ou penava eu.
Conversa vai, conversa vem. Notícias, histórias, causos, relatos, opiniões, piadas, observação. Valores pesam. Uma filha que não foi passar as férias na casa do pai porque o pai não permitiu que o namorado de poucos meses fosse junto. Ou o namorado de outra menina que pensa em mudar de cidade e no momento que se cogitou dividir o apartamento com as primas e a namorada não quis porque só irá morar debaixo do mesmo teto que ela depois de casado. Valores que apoio. Afinal o mundo tem esquecido o sentido de família, de amor, de companheirismo. O mundo tem esquecido valores, afetos, sentidos. Tudo é um oba-oba vazio e fugaz. Um fugir pra qualquer lugar apenas para sair de uma terra que ainda se agarra às raízes, aos valores, ao afeto, ao respeito.
Às vezes acho que nasci no lugar e/ou no tempo errado. Que apesar da minha compreensão de mundo e do mundo prefiro estes pequenos lugares no mundo. Onde você vê que uma amizade e preservada para um sempre em que distância e tempo não afetam. Que vontade de ter tido um pouco mais disso. Sinto a frieza de Brasília. Sinto que é minha culpa também, sou meio tratante, meio desleixada. E sei que existem outros fatores que no momento não vêm ao caso.
Sempre que vou à Paraíba tenho noção de família... no fim descobriremos que lá todo mundo é primo de todo mundo.
Outra coisa que me marcou demais e de certo modo me entristeceu, foi ouvir histórias de pessoas que eu amo incondicionalmente e que eu não participei, não presenciei e que o tempo que estivemos juntos em nossas vidas não contabiliza um ano. Como se pode amar tanto certas pessoas sem as conhecer direito? São tantas coisas que não sei por vivenciar e sim porque me contaram ou porque apreendi nos poucos momentos em que estivemos juntos. Inexplicável.
Sempre que vou lá me sinto em casa. Rodeada pela família. Só que uma família que conheço por ouvir dizer. Pelas histórias, mas principalmente pelo carinho e cumplicidade presentes nelas. Palavras carregadas de afeto. Lembranças saudosas de algo que não vivi, mas sempre quis pra mim. Crescer e conviver com primos. Tê-los como amigos próximos. Curti-los. Estar presente... este é o ponto... estar presente... vivenciar, experimentar, dar o ombro, a mão, o pé e até a vida.
Sinto todas essas coisas quando vou ã Paraíba. Aconchego, surpresa, família, amor. Mas também sinto falta do que não vivi, do que não tive, neste caso nunca terei, porque já estamos crescidos. E quero muito que isso não ocorra com nossos filhos. Não posso correr atrás do tempo perdido. Não posso mais participar das festas, formaturas, campeonatos, choros, risos... mas posso escrever novos momentos.
Queria poder demonstrar mais certas coisas. Queria poder querer mais certas coisas.
Sim, descansei e matei um pouco da minha saudade. Porém, ainda não fiz tudo o que eu queria fazer. Sei que este dia chegará, só queria que não tardasse.
Este é o efeito Paraíba... muitas palavras se perderam em meio ao vento e a maresia... mas creio que a essência delas esteja nestas palavras acima.
sábado, janeiro 02, 2010
Sonho sozinha
Sonhei que envelhecia
Sozinha
Olhava para um lado e não tinha ninguém
Olhava para outro e... ninguém
Olhava ao redor... nenhum vestígio...
Nenhum sinal, nenhuma sensação de um outro
E eu chorava...
Todas as noites eu chorava
De solidão
Chorava... sozinha...
E adormecia...
E eu sonhava... no sonho....
Sonhava que eu envelhecia... sozinha
E o sonho, não acabava...
Na Espera ... de 23.12.2009
Cansei de esperar...
Porque certas esperas vêm acompanhadas de “se”
E certas esperas só me trazem raiva
Espero um conserto para decidir algumas coisas
Espero uma(várias) reposta(s) para entender certas coisas
Espero um momento para poder viver todas as coisas
Espero um sorriso para poder amenizar muita coisa
Espero uma oportunidade para poder buscar mais coisas
Espero....
Espero o conserto de um ar condicionado para decidir algumas coisas
Espero a reposta de um email para entender certas coisas
Espero o momento de liberdade para poder viver todas as coisas
Espero o sorriso sincero para poder amenizar muita coisa
Espero a oportunidade verdadeira para poder buscar mais coisas
E enquanto eu espero certas coisas vou me jogando em outras tantas...
E nesse joga-joga me perco...
Me acho
Me desespero
Nesse joga-joga
Vejo apenas a superfície...
Vivo o superficial...
E continuo na espera...
Devaneios... de 21.12.2009
E de “fica quieta!”
Na verdade com a sensação de vergonha.
Do que disse, do que fiz, do que não disse e do que deixei de fazer.
Não sei o que me dá
É mais forte que eu, às vezes .
Falo o que não devo e quando não devo.
Ajo na hora errada, da forma errada, com a pessoa errada.
Mino possibilidade
E depois fico remoendo os detalhes pelos cantos.
Drama Queen?! Talvez...
Só queria que de vez em quando me entendessem....
Aí... talvez.. quem sabe... eu não precisaria querer chamar tanta atenção.
******************************
Desculpe minha falta de semancol
Às vezes pareço uma adolescente deslumbrada.
Desculpe minha falta de...
De lembrança
Estou aprendendo a lidar com algumas coisas apenas agora...
Não tenho a malandragem,
A intimidade
A vivência
A experiência
Tem muita coisa nova
Ou velha que necessita de nova postura, de novo olhar.
********************
Outro dia escrevi sobre o pequeno
Mas foram palavras ao vento
Escritas e não guardadas
Deletadas
Queria lembrar.
Queria poder mostrar
Queria poder reescrevê-las.
Mais ainda...
Queria poder mostrar ao pequeno o que realmente passa aqui dentro.
Desta vez as palavras não condizem, não são tão bonitas
Já estão misturadas
Envergonhadas
Podadas
Censuradas.
Ele me causa um efeito estranho
E ao lado dele volto no tempo.
Não que eu esteja no tempo certo
Mas também não estou mais no tempo dele.
quarta-feira, setembro 16, 2009
Solidão... de 14.09.2009
Quem disse que distâncias não nos afastam do outro e não nos trazem solidão. Estou aqui no trabalho a menos de dois metros do colega que fica mais perto e me sentindo sozinha. Ele se calou porque chamaram sua atenção sobre conversar demais.
~*~
Sim, me sinto sozinha, ainda.
Um sentimento que não passa.
Um sentimento de não ser entendida.
Um sentimento de estar lutando contra mim mesma e contra o mundo.
Um sentimento de que nada existe dentro de mim a não ser ar.
Ah! Como é bom quando o som preenche meu corpo, minha mente, meu ser!
Música... me misturo à melodia e me perco nos tons, nas vozes, nas letras.
Me transporto para outro mundo... sem horizontes, porque ele já é o prórpio horizonte..
Então retiro o fone de ouvido e cá estou eu novamente.
Num mundo de nínguém
Sozinha
Só eu só eu só!!!!!
domingo, maio 17, 2009
Este para assuntos culturais... na verdade minhas percepções a partir de livros, filmes, músicas!
Lavagem Cultural
sexta-feira, maio 15, 2009
Existir
Preciso voltar a ela.
Preciso colocar os pés no chão e viver minha realidade.
Ando tão cansada e sem razão.
Ando com vontade de fazer nada e apenas dormir e quem sabe sonhar.
Me desligar de tudo. Parece mais fácil.
Sem dor.
Sem cor.
Apenas existir.
Tenho vontade disso
De apenas existir.
Que pecado
Me perdoa, Senhor!
Tira essa dor.
Não quero mais sentir isso.
Troca a dor das coisas não feitas pela dor das coisas feitas e aprendidas.
Tira essa dor.
Essa raiva que me consome mais e mais a cada dia e só me faz pecar,
contra mim e contra os meus (ou as minhas)
Me tira deste lugar que não me pertence.
Me capacita e me ensina a ser eu.
É sufocante, perco o fôlego
E no fim desisto
Sempre
Não quero isso...
Mas lutar...
Que horror... desistir de lutar... eu preciso lutar
Mas contra o que exatamente.
Ou contra quem exatamente
Meus fantasma?
De que passado?
De que vida?!
Do limbo?!
Vivi...
Mas qual vida?!?!!?
A minha?
Escolhida por mim?
Os sonhos, as ilusões me são bem mais agradáveis.
A fuga na leitura e na sensação de pertencer a algo, me identificar com algo.
Ser uma daquelas personagens
Mas há um mundo real e muito maior lá fora.
Que me chama
Que me quer
E eu não estou pronta para ele.
Quem está?
Estou hibernando
Estou alienada
Estou num estado de autismo múltiplo.
Sozinha
Solitária
Acompanhada da minha sombra e não do meu reflexo.
Cadê o meu reflexo...
Preciso virar a mesa
Estar sozinha fisicamente sem me sentir solitária.
E não mais estar rodeada sentindo solidão.
Preciso ouvir minha própria voz
Meu próprio coração.
Descobrir meus reais anseios.
Descobrir a mim, pura e simples
Preciso.
De egoísmo
Pelo menos uma vez!
De egocentrismo
Pelo menos um momento!
Preciso de mim e só de mim
Porque só eu posso fazer o que devo
Descobrir o que quero
Viver o que é preciso.
E fazer o necessário.
Me tira daqui
Preciso de uma mudança drástica.
Algo que me mova
Preciso só ter eu mesma dependendo de mim
Fisicamente,
Emocionalmente,
Financeiramente.
Preciso depender apenas de mim
Fisicamente,
Emocionalmente,
Financeiramente.
Preciso
É urgente
Caso de vida ou de mera existência!
quinta-feira, abril 30, 2009
Substâncias lícitas
Eu quero me embriagar de um mundo novo.
Eu quero me embriagar num mundo novo.
Quero me embriagar de coisas lícitas.
Música, livros, conversas, pessoas...
Filmes, artes, conversas, pessoas...
EU...
Quero me embriagar de mim mesma.
Me conhecer a fundo,
descobrir novas cores
novos sons
novas vozes
novas mentes
novos corações
em mim
nos outros
dos outros
Eu quero me embriagar de um mundo novo.
Eu quero me embriagar num mundo novo.
Quero novos olhos
novas cores
novos odores
perfumes
novos sabores
gostos
Pessoas-personagens
Vozes musicais
Olhos coloridos figurativos
Em quadros móveis...
… imóveis.
Quero ver a mim com outros olhos
Com os mesmos olhos
Um eu diferente
Um eu igual nunca reparado.
Nunca notado por mim mesma.
A não ser pelos espelhos dos outros.
Cadê o meu espelho?
Olhar diferente
Ver diferente
O velho e o novo
A velha e a nova.
A velha-nova ou nova-velha.
sexta-feira, abril 10, 2009
Coisas...
~*~
Não gosto da solidão, mas preciso ficar sozinha. Colocar minha cabeça, minhas idéias, minhas palavras no lugar. Saber que preciso traçar meus planos. MEUS. Independente dos outros. Não necessariamente não ligados, mas independentes. Ser eu, ter e procurar o que é meu.
~*~
Sim, escrever o que eu sinto, como eu sinto e porque eu sinto. Certo ou errado é a forma como as coisas me afetam. As sensações que me causam. Preciso saber explicar.
~*~
Talvez esta seja a explicação da minha obsessão por esta série que me fez mudar meus hábitos de leitura. Ou não. Por que eu ainda não estou pronta para deixá-la de lado? Preciso explorar mais, saber o que me encantou além da boa escrita, da fácil leitura e da história adolescente de amor. Sou um pouco adolescente, um pouco infantil, um pouco adulta. Sim, me encanta o fato de duas almas se encontrarem e saberem que são especiais uma à outra, mas isso não é o suficiente pra manter essa obsessão. Creio que tenha algo mais. E leio, leio, leio, leio em busca da resposta e na esperança de ter as palavras combinadas de tal forma que minhas impressões, sensações, conclusões, inspirações, saiam numa escrita coerente, concisa e madura.
terça-feira, março 31, 2009
sábado, março 28, 2009
Palavrear....
Seja pela fuga
Seja pelas sensações que me causa,
Às vezes mil palavras valem mais que uma imagem.
A descrição de sentimentos, de reações, de feições...
Ler tem sido um remédio.
Tem me fortificando
Só não posso deixar que me prenda.
Estou sedenta
Ferozmente sedenta...
Vou me alimentar, me saciar e depois..
Ah! Depois refreio meus instintos e me alimento civilizadamente de palavras...
Até o momento em que elas passem a fazer sentido e eu possa colocá-las ordenadamente no papel para alimentar, quem sabe, outros.
Abandonar minha fuga nas palavras.
Algo recém descoberto!!!!!
Devorei ferozmente três livros em 10 dias...
Abandonar a leitura por um dia vai me fazer bem... mas não está me deixando feliz.
Será que consigo...
Me apeguei!!!!
Mas não posso me apagar!!!!!!!
Algo imenso quer sair e não consegue
Me apego a pequenos pedaços de sonhos que ãs vezes parecem tão distantes....
Pequenas expectativas me ferem.... e são feridas profundas
Apesar do tamanho do objeto
Preciso de algo que me faça sentir viva
É sufocante
Sempre viver a margem de tudo aquilo que eu poderia e posso ser...
Mas, como reconhecer o que sou...
Ando sem vontade... de levantar...
De acordar
De respirar
Tudo some e ao mesmo tempo me consome
Como fogo...
Me esqueço de mim...
Um eu desvairado louco insano
Imenso... louco para emergir
Para se fazer conhecer
E me esqueço de mim...
Acordo com dores dilacerantes... que me alimentam...
E me sustentam
Estou viva....
Mas até quando....
Sentir....
E me esqueço de mim...
domingo, janeiro 25, 2009
Fexina Geral

Já se passaram 25 dias do novo ano, que para mim veio com a promessa de um ano TODO novo.
Novos pontos de vista, novas formas de pensar, novo ânimo, novo tudo, até mesmo as velhas promessas.
Sim, 25 dias depois e nem tudo novo. Só que muita coisa já foi diferente. Pequenas coisas. Quase imperceptíveis. Outras nem tanto, mas com certeza ainda é tempo de fazer a faxina geral. Física, emocional, espiritual, mental... quase total. Afinal nem adianta arrumar um armário se a cabeça está uma bagunça. Quanto mais uma gaveta se o coração anda confuso.
O momento é de jogar coisas e conceitos velhos fora e mandar ver nos novos (ou não tão novos) projetos, conceitos, pensamentos. Tirar muita coisa da gaveta e do armário, sacudir a poeira e dar destino. Seja passando adiante seja jogando fora. Ou, o mais importante, colocando em prática.
E que venha 2009... o ano TODO novo.... ou como estão dizendo por aí 2000inove (by Bradesco).
Minha mente.... (de 03.06.2008)
segunda-feira, novembro 24, 2008
Cinza
Um cansaço me consome...
Físico, emocional, mental...
Já não tenho o mesmo vigor ...
Dos dias em que eu conseguia esconder as tristezas, as dúvidas...
Dos dias em que meu sorriso escondia um melancolia que só os olhos contavam e apenas os mais atentos percebiam.
O cansaço me consome..
O cansaço da solidão
O cansaço da acomodação
O cansaço do não...
e do sim
Minhas pernas não agüentam
Ir por caminhos que não pertencem
Andar e não chegar a lugar nenhum
Andar, não pelos caminhos que eu escolhi
Mas pelos caminhos que querem que eu ande...
Que querem que eu escolha.
Meus olhos teimam em fechar
nunca enxergaram com clareza
Mas no momento em que puderam ver...
que puderam enxergar...
Ficou tudo tão claro que quase fiquei cega...
Meus ombros carregam bolsas e bolsas...
de solidãod e responsabilidades
de dúvidas
de palavras não ditas
de sentimentos não externados...
de vida não vivida
Minhas mãos...
Ah! As minhas mãos...
Não construíram nada
Não acariciam nada
Não seguram nada
Não...
Nada...
Minha cabeça
Milhões de ventos...
Fugindo
Pensamentos...
diversos inversos
reversos...
Sem nexo
Minha voz?!
Engasgada.
Sem tom,
sem nota,
sem cor...
Quase sem voz...
Meu coração?!
Ah! O MEU coração
Em busca...
Em pausa...
Cansado...
Não amado...
E às vezes envergonhado.
Um cansaço me consome
O cansaço dos dias não vividos
Ou vividos pela metade...
O cansaço do tempo perdido...
Queria dormir...
Por dias, meses, anos...
Queria fugir...
Por dias, meses, anos...
Queria ser mais
Mais eu
Mas quem sou eu?!
quinta-feira, novembro 20, 2008
A amiga
Perdi para a amizade
Ela me dá tanto
Mas de vez em quando teima em me tirar algo.
Algo que até dói no coração.
Tira a oportunidade de dar tchau à solidão
Tira a oportunidade de compartilhar algo bem mais profundo com alguém.
Tira a oportunidade do frio na barriga.
Tira a oportunidade de se tentar um amor diferente.
Tira a oportunidade de um conhecer diferente.
De um ser diferente
De um ter diferente
De um viver diferente
De um compartilhar diferente
Não cansei de ser amiga.
Cansei de no fim sempre ser a amiga.
De sempre perder para a amizade
Pareço uma louca reclamando da amizade...
Mas mais louco ainda é essa sensação de perda.
E é sempre: ganho um amigo e perco um algo a mais...
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Trilha sonora:
Preciso Dizer Que Te Amo
(Composição: Dé/Bebel Gilberto/Cazuza)
Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei em que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo
Tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo, tanto
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto
segunda-feira, outubro 27, 2008
Do vazio á frustração....
Frustração por chegar quase lá...
Frustração por encher o coração de esperança e não dar em nada...
Frustração por querer tanto e dar com os burros n’água...
Frustração por ver a luz no fim do túnel... e ainda não ser lá...
Frustração por não saber se a decisão...
Frustração por não saber se foi pro merecimento ou por desespero...
Li isso pela net e achei ótimo... aplica-se ao caso:
“cada decisão tomada há uma compensação e uma frustração aí vai da sua maturidade voce prefirir uma compensação antes, e depois um longo período de frustração... ou uma frustração agora, e um longo período de compensação depois!
a vida é feita de escolhas, não chance”
Foi uma escolha... doeu... mas sei que escolhi certo... porém resta uma dúvida.
Será que tenho feito escolhas certas?!
E que escolhas tenho feito por mim?!
Frustração...
Por escolher
Por não escolher!
terça-feira, outubro 14, 2008
Vazio...
Que está me sugando
É um primo do ciúme
Misturado com um querer sempre estar junto
E achar que ninguém quer estar
Ninguém
Estar...
E uma solidão vem de mãos dadas... batendo na porta...
Não posso deixar entrar
Insiste
E o sentimento do nada aparece para visitar
É quase uma festa... e mais desconvidados vão chegando...
Nem sei dizer seus nomes...
Aí tudo se confunde
Aí tudo se mistura
Aí tudo é um tudo
Exagerado
Sem noção
Não quero mais confusão
Quero sim intensidade
Sem os exageros que só nos fazem cair
E alguém não me entende
E me conhece no vazio
E conhece o meu vazio
Imenso e intenso de exageros
E quero paz...
E quero alguém que me traga paz...
